O valor da fotografia

O valor da fotografia, um tipo de “teletransporte”

O valor da fotografia

Olá!!!!

Já passou 1 semana desde que tomei a iniciativa de ficar em isolamento voluntário. Desde aí diversas coisas aconteceram, uma delas foi o estado de emergência declarado pelo nosso governo, sendo que neste momento mais de metade de Portugal está parado.

Bem, parado como quem diz, pois acredito que as vossas casas estejam como a minha, a todo o gás!!!!  Por cá com duas crianças é difícil ser ao contrário!

Bom, para quem tem crianças em idade escolar, em idade de jardim de infância ou creche, para quem não tem crianças e está em teletrabalho, e para muitos outros casos, acredito que parado não será certamente o caso. Alguns estão a dar de si na frente da linha para nos salvar, outros estão a dar de si para nada nos faltar, e outros ainda estão em casa a cumprir o seu dever para todos estarmos protegidos!

Como a maioria de vós, não posso visitar a minha família. E, quem me conhece, sabe que a minha família está a cerca de 2000km de distância, e o quanto isso me dói. Sempre fui uma miúda mimada, e ainda sou, com muito orgulho. Não há colo como o da minha mãe e abraço como o do meu pai. Siiiiiiiiim, mesmo sem caber no colo da minha mãe há muuuuuito tempo (pois ela tem menos 20cm que eu hehe) faço questão de pousar a minha cabeça no colo dela quando estamos juntas. É a única pessoa que mexe no meu cabelo e não reclamo 😀 . O meu pai ainda hoje me chama de fofinha “Então fofinha, como correu o teu dia?”. É isto que quero para os meus filhos: este amor sem idade, este aconchego sem fim.

Então, neste último Natal estivemos lá e, juntamente com a minha irmã, conseguimos uma missão quase impossível: juntar TODOS para uma [super mini] sessão fotográfica! Estava um frio de rachar, as roupas não eram as desejadas, o dia super cinzento, os miúdos sem vontade, o cenário mesmo atrás da casa dos meus pais não era o melhor massss….. conseguimos!

4 gerações! 4 geraçõessssssss numa foto!!!! Avós, filhas, netos e bisneta.

Dizer que eu e a minha irmã ficámos a rebentar de alegria e orgulho é pouco, muito pouco.

Pois bem, não consegui editar logo as fotos, fui editando sempre as fotos dos clientes primeiro. Até há duas semanas atrás. Caramba, já a epidemia nos tinha batido à porta.

Para além disso, os meus pais não são muito de tecnologias, com 75 anos atinam com o tablet para falarmos por Skype e já aí sei que ganhei o jackpot! Logo, não conseguiram ver as fotos ainda.

No entanto, a história não fica por aqui. A geração dos meus pais é a geração do analógico, da foto no papel que por sua vez é guardada numa caixinha ou colada num álbum e vista vezes e vezes sem conta, e mostrada às visitas com imenso orgulho. E assim deveria ser a nossa a meu ver. Pelo que manter as fotos em digital não é opção.

Mais uma vez, eu e a minha irmã juntámos forças e decidimos oferecer uma tela. Tamanho? Sempre fui apologista do grande, quanto maior melhor para apreciarmos bem todos os detalhes. 60x80cm foi o tamanho eleito, e neste momento está incrivelmente e orgulhosamente pendurada na parede, sobre o sofá da sala.

IMAGINAM o valor que essa foto tem para os meus pais? Imaginam o valor que esta foto tem para mim? 

Ainda mais neste momento difícil que estamos a passar e para o qual peço todos os dias que termine o quanto antes, sempre com o coração nas mãos pelos meus.

Desta forma, deixo aqui algumas fotos desta sessão, que me deixam de sorriso na alma cada vez que olhos para elas.

Aproveitem e façam o mesmo com os vossos pequenos. Uma vez por outra, em vez de pegarem num livro com histórias peguem num álbum vosso, com a VOSSA história e contem-na aos vossos amores.

RECORDEM as férias que já fizeram, o vosso casamento, a saída em família, os jantares entre amigos, os momentos especiais que retrataram e imprimiram com todo o carinho. E digam-me, não sentem novamente um pouquinho da emoção que sentiram na altura em que tudo isso aconteceu?

ESSE é o valor da fotografia, para mim. Um tipo de “teletransporte”.

Para quem tem gigabites de fotografias no computador, no disco externo ou numa cloud, AGORA é uma boa altura para fazerem os álbuns. Eu ainda vou fazer um álbum para os meus pais com todas as fotos desta sessão.

Um abraço muito apertado para todos, pois se há coisa que precisamos neste momento é de energia positiva, e amor, muito amor.

Suzy
www.suzyvieira.pt